Quando se fala em autoestima, o que surge na sua mente? Para muitos, vêm imagens de beleza e poder: corpos malhados, rostos sem rugas, carros imponentes, peito estufados, sucesso profissional, popularidade no Facebook, selfies sorridentes de braços estendidos, como se a vida fosse o máximo sempre.

Será que é isso mesmo? Descubra nesse post como é a sua autoestima.

A autoestima é o modo como você se sente, se avalia e se relaciona com você mesmo.

O tema autoestima costuma ficar polarizado e simplificado entre ter uma autoestima alta ou baixa. As características da autoestima baixa são facilmente reconhecidas:

AUTOESTIMA BAIXA

  • não se sente digna de amor e respeito
  • se considera incapaz e incompetente
  • acredita que não merece coisas boas
  • se considera uma pessoa defeituosa
  • tem a postura fechada e encurvada
  • não confia em si e evita desafios
  • não reconhece suas qualidades
  • tende à tristeza e melancolia
  • tem a autoimagem negativa
  • atribui seus êxitos à sorte
  • se considera uma farsa
  • desconsidera elogios
  • é muito insegura

A autoestima baixa acomete cerca de 15% das pessoas. Apesar de trazer problemas e infelicidade, a autoestima baixa é bem menos comum do que a autoestima frágil.

A autoestima frágil se manifesta como um excesso de sensibilidade emocional, que apresenta as seguintes características:

AUTOESTIMA FRÁGIL

  • se magoar facilmente
  • ter baixa tolerância à frustração
  • reagir mal às críticas, mas se envaidecer com elogios
  • lidar mal com a rejeição, exclusão e abandono
  • fica remoendo horas, ou até dias, depois de algum conflito
  • se sentir carente e buscar aprovação
  • depender emocionalmente dos outros
  • se culpar demais
  • querer agradar os outros ou, pelo menos, não desagradar
  • ter dificuldade em dizer “não”

Cerca de 55% dos brasileiros se identificam com pelo menos 7 dessas 10 características.

No ambiente de trabalho, ela é o grande inimigo do processo de feedbacks. Quem é assim tende a se magoar com o parecer dos colegas e chefes em vez de usar as informações para evoluir.

A autoestima é o “eixo central” da mente. Quando esse eixo é frágil, aumenta muito a chance de se desenvolver problemas emocionais maiores, como depressão, bipolaridade, burnout (esgotamento emocional) e inclusive uma autoestima baixa.

Os custos em saúde mental correspondem a cerca de 50% dos prejuízos por afastamento e mau desempenho no trabalho, mas doenças mentais ainda são tabu na sociedade. O fato é que cuidar da autoestima é um ótimo caminho para prevenir problemas emocionais maiores e também para resolvê-los uma vez que já tenham surgido.

Por que somos assim?
O ser humano é essencialmente um ser social. A coletividade traz grandes benefícios, mas tem seus efeitos colaterais, e um deles são os atritos. Como dizia Sarte “o inferno são os outros”, mas… as nossas grandes alegrias também tendem a ser com os outros!

Na nossa cultura, a maioria de nós é treinada, desde criança, a obedecer regras e cumprir compromissos. O problema é quando a criança não as segue, não corresponde às expectativas dos pais ou tem pais descontrolados. Críticas, ofensas, chantagens emocionais e afastamentos comumente passam a ocorrer com a intenção de moldar a criança. Assim, ela começa a ficar mais sensível e ferida emocionalmente, já que depende quase que inteiramente dos pais.

Por trás de pessoas hipersensíveis, geralmente há uma história de não se sentir suficientemente amado, ter ouvido coisas que machucaram emocionalmente, ter passado por experiências de abandono (ex. separações) e/ou ter sido excluído, rejeitado humilhado (ex. bullying)

O que é melhor: a autoestima alta ou boa?
Pessoas com a autoestima alta tendem a se achar especiais e tentam mostrar sua superioridade para os outros. Veja algumas de suas características:

AUTOESTIMA ALTA

  • orgulho
  • busca ter poder
  • precisa ser admirada
  • precisa chamar a atenção
  • se acha invejada, mas é invejosa
  • se acha especial, bem acima da média
  • não reconhece seus defeitos e limitações
  • gosta de se exibir e exaltar suas qualidades
  • acredita ter mais qualidades do que os outros
  • faz piadas e comentários para rebaixar os outros

Olhando com atenção, pode se perceber que são inseguros e vítimas de conceito frágil de si mesmos, senão não se esforçariam tanto para se afirmar e exibir suas qualidades. No entanto, existe pouca relação entre como a pessoa aparenta ser e o conceito que ela tem dela mesma, que é exatamente a autoestima.

O melhor objetivo é buscar desenvolver uma autoestima boa. Simplesmente boa, que é o que a torna forte. Não é preciso ser superior, perfeito, poderoso ou se sentir especial. Ao contrário, é quando aceitamos nossas imperfeições que nos tornamos mais humanos e resistentes às adversidades.

AUTOESTIMA BOA

  • Confiante
  • Aberto a críticas
  • Centrado e seguro
  • À vontade na própria pele
  • Postura natural, espontânea
  • Gosta de si sem se achar especial
  • Reconhece seus defeitos e os aceita
  • Colabora sem dependência emocional
  • Coloca-se como prioridade sem ser egoísta
  • Busca se compreender quando erra em vez de se repreender

Como melhorar a autoestima
Transformar padrões mentais requer motivação, esforço e bons métodos. Para mudar o padrão de uma autoestima frágil, baixa ou alta para uma autoestima boa é fundamental:
• reconhecer, e não negar, o problema
• se comprometer a buscar melhorar
• contar com uma estratégia que promova mudanças.

Se você já preenche os dois primeiros itens, pode usar as seguintes estratégias:
1. leituras (livros de psicologia, filosofia, autoajuda)
2. psicoterapia com terapeutas especializados
3. retiros, seminários de meditação
4. apps de autoconhecimento

Essas estratégias não se excluem. A chave é buscar um caminho que seja prático (dentro do seu orçamento e disponibilidade de tempo) e acessível.

Para quem pode custear terapia individual, é cada vez mais fácil encontrar um bom terapeuta na sua cidade ou fazer atendimentos pela internet. Convém, claro, ter a indicação de alguém ou ver suas credenciais de formação técnica.

Livros da autoajuda raramente promovem mudanças substanciais, apesar de agradáveis de ler. Uma alternativa nova que gera uma transformação mais significativa é buscar autoconhecimento pela internet. Com a disponibilidade da tecnologia, essa é uma inovação que promove uma experiência bem mais profunda e eficaz para mudar padrões mentais. Seus grandes diferenciais para modificar esses padrões são a facilidade de uso pelo celular e computador, e técnicas de ponta através de vídeos e áudio.

Deve se ter cuidado com abordagens visadas a inflar o ego prometendo transformações imediatas pelo pensamento positivo e que apelam para frases do tipo “Você é insubstituível, único, especial”. Pessoas com autoestima frágil são mais impressionáveis com esse tipo de abordagem, que raramente geram resultados consistentes.

Postar fotos sorridentes no Facebook em busca de reconhecimento dos outros é como tentar encher um balde furado. Felizmente para quem quiser fortalecer de verdade a autoestima, existem muitos recursos úteis e acessíveis atualmente.

Dicas
Livro
Autoestima de Diogo Lara

App de autoconhecimento
Cíngulo na App Store e Google Play

Site de autoconhecimento
Codigodamente.com

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