Pessoas com a autoestima alta tendem a se achar especiais e superiores aos outros. Veja algumas de suas características:

  • orgulho
  • busca ter poder
  • precisa ser admirada
  • precisa chamar a atenção
  • se acha invejada, mas é invejosa
  • se acha especial, bem acima da média
  • não reconhece seus defeitos e limitações
  • gosta de se exibir e exaltar suas qualidades
  • acredita ter mais qualidades do que os outros
  • faz piadas e comentários para rebaixar os outros

Olhando com atenção, pode se perceber que são inseguros e vítimas de um conceito frágil de si mesmos, senão não se esforçariam tanto para se afirmar e exibir suas qualidades.

Sabe-se que existe pouca relação entre como a pessoa aparenta ser e o conceito que ela tem dela mesma, que é exatamente a autoestima. Se achar PODEROSO não significa ter poder.

Como consequência, são vistos como exibidos, arrogantes e intolerantes, o que pode leva a brigas, rejeição e exclusão social. Esse perfil também tende a ser mais manipulável por comentários que “inflam o seu ego” para que tirem algum proveito.

O que faz alguém ter a autoestima alta?

A autoestima tem as suas raízes na infância. Nos primeiros anos de vida, a criança precisa de atenção, carinho, cuidados, brincadeiras, estímulos para vencer desafios (como caminhar, comer sozinha…) e reconhecimento.

Ela também precisa de limites e de dados de realidade.

Quem tem a autoestima alta costuma ter tido:

  • pais que diziam que ela era especial, exaltando suas qualidades
  • pais que a comparavam favoravelmente a outras crianças
  • falta de limites
  • falta de regras com consequências ao não cumpri-las
  • pais que não apontavam suas limitações e, portanto, não as estimulavam a superá-las pelo esforço.

Como transformar uma autoestima alta em uma boa?

Assim como com os outros problemas de autoestima, é fundamental:

  • reconhecer, e não negar, o problema
  • se comprometer a buscar melhorar
  • contar com uma estratégia que tecnicamente promova mudanças.

O grande entrave para as pessoas de autoestima alta é que elas raramente reconhecem os seus problemas. Tendem a achar que os outros é que estão colocando defeitos nela que não correspondem à realidade de que elas seriam de fato especiais.

Em geral, só costumam “cair” na realidade quando pagam um preço alto pelo seu jeito de ser.

Se for o seu caso e você reconhece seus problemas e quer lidar com eles, pode usar as seguintes estratégias:

  1. psicoterapia com terapeutas especializados
  2. retiros terapêuticos, seminários de meditação
  3. autoterapia (como o Cíngulo e o codigodamente.com)
  4. leituras (livros como Autoestima de Diogo Lara e A Coragem de Ser Imperfeito de Brené Brown)

Essas estratégias não se excluem. Quem puder fazer todas, melhor. A chave é buscar um caminho que seja prático e acessível (dentro do seu orçamento e disponibilidade de tempo).

Para quem pode custear terapia individual, é cada vez mais fácil encontrar um bom terapeuta na sua cidade ou fazer atendimentos pela internet. Convém, claro, ter a indicação de alguém ou ver suas credenciais de formação técnica. Mas o que conta mesmo é ter uma boa sintonia com o terapeuta e sentir que algo está avançando na terapia.

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