Esse é o grande objetivo de quem tem a autoestima frágil, mas também se aplica a quem a tem baixa ou alta.

Quem tem a autoestima frágil costuma:

  • se culpar demais
  • se magoar facilmente
  • ter dificuldade em dizer “não”
  • ter baixa tolerância à frustração
  • se sentir carente e buscar aprovação
  • depender emocionalmente dos outros
  • lidar mal com a rejeição, exclusão e abandono
  • reagir mal às críticas, mas se envaidecer com elogios
  • querer agradar os outros ou, pelo menos, não desagradar
  • fica remoendo horas, ou até dias, depois de algum conflito

Esses problemas emergem em função de:

  • comparar-se com os outros
  • ter expectativas altas demais
  • voltar-se demais para a opinião dos outros
  • se culpar e criticar demais por não atingir as expectativas

O que faz alguém ter a autoestima frágil?

A autoestima tem as suas raízes na infância. Nos primeiros anos de vida, a criança precisa de atenção, carinho, cuidados, brincadeiras, estímulos para vencer desafios (como caminhar, comer sozinha…) e reconhecimento.

No entanto, existem relações entre pais e filhos em que existe um excesso de expectativas depositadas na criança, que passa a se preocupar muito com a opinião dos pais sobre ela.

Há um grande valor dado à aparência, comportamentos adequados e desempenho (escolar, esportes…). Quando não atinge esses quesitos, a criança é reprovada. Desse modo, para evitar a dor emocional dessa reprovação, busca fazer o que precisar para se adequar.

Quem tem a autoestima frágil frequente refere ter passado por experiências de:

  • não ter recebido reconhecimento e acolhimento suficientes quando precisava
  • ter sido alvo de críticas, ofensas, descaso, rejeição e abandono
  • ter sido alvo de bullying e exclusão social
  • ter tido pai(s) muito preocupados com a opinião dos outros e com desempenho e imagem.

Não é preciso ter passado por isso tudo, mas alguma experiência desse tipo sempre existe na história pessoal, principalmente excesso de expectativas e críticas.

Como fortalecer a autoestima?

Felizmente, a autoestima pode ser fortalecida. O principal é tirar o foco da opinião dos outros e puxar para si mesmo a responsabilidade de se definir. É colocar-se como prioridade, o que não é ser egoísta. Para fortalecer a autoestima, é fundamental:

  • reconhecer, e não negar, o problema
  • se comprometer a buscar melhorar
  • contar com uma estratégia que tecnicamente promova mudanças.

Se você já preenche os dois primeiros itens, pode usar as seguintes estratégias:

  1. psicoterapia com terapeutas especializados
  2. retiros terapêuticos, seminários de meditação
  3. autoterapia (como o Cíngulo e o codigodamente.com)
  4. leituras (livros como Autoestima de Diogo Lara e A Coragem de Ser Imperfeito de Brené Brown)

Essas estratégias não se excluem. Se puder fazer todas, melhor. A chave é buscar um caminho que seja prático e acessível (dentro do seu orçamento e disponibilidade de tempo) .

Para quem pode custear terapia individual, é cada vez mais fácil encontrar um bom terapeuta na sua cidade ou fazer atendimentos pela internet. Convém, claro, ter a indicação de alguém ou ver suas credenciais de formação técnica. Mas o que conta mesmo é ter uma boa sintonia com o terapeuta e sentir que algo está avançando na terapia.

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